É hora de aposentar a ‘gostosa da cerveja’

Contribuição de Ana Luiza Lima Sasaki.

“o mundo evoluiu e a Skol também. Isso não nos representa mais”

A marca de cerveja Skol pediu para 6 ilustradoras e artistas plásticas recriarem algumas de suas peças publicitárias antigas. Para a Skol, as imagens antigas que sempre tinham uma mulher representando a ‘gostosa da cerveja’ fazem parte do passado e é preciso mudar este esteriótipo que está no imaginário das pessoas.

De acordo com o portal The Huffington Post,

“o universo da publicidade ainda é pensando por homens e para homens. Dados da agência Heads mostram que menos 20% dos comerciais contribuem para a equidade de gênero no País. Levantamento do Meio & Mensagem acrescenta que apenas 20% das equipes de criativos são compostas por mulheres.”

Os pôsteres recriados estão disponíveis no skol.com.br/reposter.

 

Fonte da notícia: http://www.huffpostbrasil.com/2017/03/08/fim-da-gostosa-da-cerveja-skol-aposta-na-criatividade-das-mul_a_21876713/

Mulheres prefeitas: a importância da participação feminina na política

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Mónica Fein, Célestine Ketcha Courtès, Anne Hidalgo y Ada Colau.

Contribuição de Rodrigo Mindlin Loeb.

O portal eletrônico El País postou no dia internacional da mulher um artigo assinado pelas prefeitas de Barcelona: Ada Colau; de Paris: Anne Hidalgo; de Rosario: Monica Fein; e de Bangangté (Camarões): Celestine Ketcha Courtès. O artigo trata da importância da participação das mulheres nos conselhos locais, como as prefeituras.

‘Estamos orgulhosas de ser as primeiras mulheres a alcançar as prefeituras de Paris, Rosario, Bangangté e Barcelona. Ainda assim, como mulheres eleitas, sabemos que ainda somos uma minoria. Basta olhar para a foto de uma prefeitura em qualquer lugar do mundo. Vai ser quase sempre o mesmo: um mar de ternos e gravatas com alguns rostos femininos espalhados entre elas. E o mesmo vale localmente; em reuniões internacionais de prefeitos, a presença masculina é totalmente dominante.’

Confira o artigo completo aqui (em espanhol).

O Jornal da USP tratou da mesma questão no início do mês (veja aqui). A reportagem indicou a dissertação de mestrado da cientista política Beatriz Rodrigues Sanchez, que pretendia verificar se as deputadas em Brasília representam os interesses da população feminina brasileira. De acordo com o Jornal,

‘quanto mais mulheres na política, mais avançam projetos e demandas femininas. Atualmente, representando apenas 9% da Câmara dos Deputados, as mulheres parlamentares ainda convivem com uma divisão sexual do trabalho político. Enquanto homens participam de pautas consideradas mais relevantes pelos políticos, como tributação, economia e divisão de poderes, elas são alocadas em temas como educação, saúde e cidadania.’

Fonte das notícias e imagem: http://elpais.com/elpais/2017/03/07/opinion/1488896968_705375.html?utm_source=Lista+de+Municipal+eLibrary+%28%40munielibrary%29&utm_campaign=5b9aeebbed-EMAIL_CAMPAIGN_2017_03_13&utm_medium=email&utm_term=0_77dcd2db35-5b9aeebbed-124302565 e http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/pesquisa-revela-perfil-e-atuacao-das-mulheres-na-politica/

Arquitetas vencedoras dos prêmios Women in Architecture Awards

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A Architectural Review (AR)  divulgou no início de fevereiro a lista com o nome das 9 arquitetas selecionadas para concorrerem aos prêmios Woman Architect of the Year e Moira Gemmill para Arquitetura Emergente.

“Essas arquitetas estão criando algumas das obras mais inovadoras e criativas do mundo hoje”, disse Christine Murray, fundadora do Women in Architecture Awards e editora-chefe da The Architectural Review e The Architects ‘Journal. “É um privilégio celebrar o trabalho em uma ampla gama de países – mostrando como bons projetos tocam nossas vidas.

As finalistas foram: Julia Barfield (Reino Unido),  Gabriela Carrillo (México), Anouk Legendre (França), Andrea LeersJane Weinzapfel (EUA), Ada Yvars Bravo (Londres), Johanna Hurme (Canadá), Jing Liu (EUA) e Rozana Montiel (México). Confira mais sobre todas elas aqui.

O nome das duas grandes vencedoras foi divulgado no último dia 03 de março, as mexicanas Gabriela Carrillo e Rozana Montiel receberam os prêmios de Woman Architect of the Year e Moira Gemmill para Arquitetura Emergente, respectivamente. As duas foram selecionadas por demonstrar um trabalho de excelência, tanto projetual quanto em relação ao seu compromisso com a sustentabilidade e preocupação com as comunidades locais. Conheça sobre o prêmio aqui.

Fonte da notícia: Lynch, Patrick. “AR seleciona 9 arquitetas para o Women in Architecture Awards” [9 Female Architects Shortlisted for AR’s Women in Architecture Awards] 25 Fev 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado 10 Mar 2017. <http://www.archdaily.com.br/br/806033/ar-seleciona-9-arquitetas-para-o-women-in-architecture-awards&gt; e https://www.architectural-review.com/awards/women-in-architecture/women-in-architecture-award-winners-announced/10017916.article?blocktitle=Most-popular&contentID=-1

 

Perspectivas Contemporâneas Sobre a Mulher na Arquitetura – dias 08 e 09 de março

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Mais uma vez o CAJ – Centro Acadêmico Joan Villà, com apoio do CACCAU, busca ampliar os horizontes de pesquisa para universos, além da arquitetura dada em sala de aula. Como arquitetos e cidadãos, precisamos estar ao máximo inseridos nas questões sociais que a vida pública fomenta. Temos o dever de explorar e questionar nossa cidade e as estruturas sociais formadas por ela. Por isso, no dia 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, nos vemos no evento:

PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS SOBRE A MULHER NA ARQUITETURA: AÇÃO, IDENTIDADE E COLETIVIDADE

Em memória as lutas femininas por melhores condições de vida, de trabalho, de direito e de voto, o evento falará sobre a importância de enxergar a potência da figura feminina de maneira efetiva. Por isso nosso esforço e dedicação em levantar essas questões. Porque acreditamos que essa discussão dentro do ambiente acadêmico e do meio social reflete sobre as ações dos alunos enquanto profissionais que atendem a sociedade.

A profa. Ana Gabriela Godinho Lima participará no dia 09/03, as 10h20, com a fala ‘Pensando a cidade do futuro: novas estratégias de atuação das arquitetas e urbanistas’.

Todas as palestras acontecem no Centro Universitário Belas Artes – Rua Dr. Álvaro Alvim, nº 90, Vila Mariana, São Paulo, SP.

* Evento inteiramente GRATUITO e ABERTO!!! – não é necessária a inscrição – *

Nos vemos lá,
#CAJ #PerspectivasContemporâneas #CAJDiadaMulher

Cientistas negras brasileiras

Contribuição de Anita di Marco.

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As mulheres negras que realizam pesquisas voltadas para ciências exatas são pouco mais de 5.000.

Mulheres negras na ciência tem presença mínima no mundo todo, algo que no Brasil não é diferente. O CNPq passou a solicitar a partir de 2013 que os pesquisadores brasileiros informassem a raça e a cor em seus lattes e, segundo um estudo realizado em 2015, dos 91.103 bolsistas da instituição cursando pós-graduação, as mulheres negras que realizam as pesquisas voltadas para as ciências exatas são pouco mais de 5.000, ou 5,5% das pessoas. A pouca diversidade poderia estar colaborando para que a ciência produzida no Brasil seja descolada da necessidade da população, de acordo com a reportagem publicada pelo portal El País.

Acompanhe a notícia completa no link abaixo.

Fonte da notícia e imagem: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/24/ciencia/1487948035_323512.html

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Universidade de São Paulo na iniciativa HeForShe Impact 10x10x10

Barbara Jatta é a primeira mulher a dirigir os Museus do Vaticano

Contribuição de Anita Di Marco.

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Desde 1º de janeiro, Barbara Jatta dirige os Museus do Vaticano. Nomeada pelo Papa Francisco, ela é a primeira mulher a ocupar o cargo, conforme afirma a notícia divulgada pelo portal eletrônico Istoé em dezembro de 2016.

Italiana de 54 anos, Barbara é licenciada em Letras, arquivista e historiadora da arte especializada em artes gráficas.

Ela ingressou em 1996 na Biblioteca apostólica vaticana, que contêm 1,6 milhão de obras, e foi nomeada em junho vice-diretora dos Museus do Vaticano.

Ela irá suceder o historiador da arte e ex-ministro da Cultura, o italiano Antonio Paolucci, 77 anos, que dirigia os Museus do Vaticano desde 2007.

Os Museus do Vaticano abrigam, principalmente no Palácio do Vaticano, uma das maiores coleções de arte do mundo com sete quilômetros de galerias, além da célebre Capela Sistina. Aproximadamente 4 milhões de visitantes passam pelo local a cada ano.

Fonte: http://istoe.com.br/papa-nomeia-mulher-para-dirigir-museus-do-vaticano/

Curso de história do design com Ethel Leon

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O curso pretende dar uma visão geral do design europeu e norte-americano a partir do final do século XVIII até o fim do século XX/começo do século XXI, permitindo que se estabeleçam diálogos com a produção brasileira.
Serão selecionados momentos e temas significativos em diferentes módulos.

Duração: 33 aulas. de março a novembro.

Valor da mensalidade R$350,00
Inscrições e informações com Nara Rayssa
Nara Rayssa <nara.rayssa@atec.com.br>
As aulas serão ministradas no showroom da ATEc Original Design.
Av. Brg. Faria Lima, 1800, 10º. andar – Pinheiros, São Paulo – SP, 01451-001
Telefone: (11) 3056-1800

Programa:
1. Os problemas da história do design. As diferentes origens de acordo com diferentes autores. Três proposições na Europa: Wedgwood e Thonet; Henry Cole e Christopher Dresser , os movimentos de reforma do gosto; 7 de março
2. William Morris e Arts and Crafts e a critica à divisão do trabalho. O Crystal Palace. 14 de março
3. O reinado da mercadoria. Transformações urbanas no século XIX: Londres, Paris e Viena. As noções de conforto e domesticidade. 21 de março
4. Novos protagonistas da cena urbana. O novo lugar das mulheres. As grandes exposições internacionais e a construção da noção de efemeridade. 28 de março
5. O Art Nouveau como diluição das especificidades técnico-artísticas. A obra de arte total. Obras públicas. As questões locais/internacionais nas capitais secundárias da Europa. 4 de abril
6. Os cartazes e seu lugar na construção da modernidade. Chéret, Bonnard, Toulouse-Lautrec, os irmãos Beggarstaff, Mucha. As mulheres como mercadoria e como protagonistas do mercado de artes gráficas. 11 de abril
7. O lazer organizado. As novas exposições internacionais. Moda e luxo, o consumo conspícuo. Alta e baixa cultura, novas fronteiras. 18 de abril
8. A exacerbação dos nacionalismos. A Deutscher Werkbund e seus debates. Peter Behrens, a indústria AEG e sua auto-expressão e a noção de ‘design total’. 25 de abril
9. Os avanços técnicos da I Guerra Mundial. A crença na positividade técnica. O design como atividade central dos futuristas. 2 de maio.
10. O construtivismo russo e a Vchutemas. 9 de maio.
11. Le Corbusier. O pensamento anti-artes decorativas. O mobiliário de Charlotte Perriand. Eileen Gray – questões de gênero . 16 de maio
12. O Art Déco. A exposição de 1925. A gráfica de Cassandre. 6 de junho
13. A fundação da Bauhaus. Bauhaus Weimar; a vaga expressionista e a crítica à divisão do trabalho. 13 de junho
14. O pensamento de J. Itten.O pensamento de Kandinsky e de P. Klee. 20 de junho
15. A Bauhaus de Dessau, o mobiliário tubular, relações com o neoplasticismo. Lazlo Moholy-Nagy. O artista como condutor da indústria. 27 de junho
16. O pensamento de Josef Albers sobre as cores. A gráfica de Herbert Bayer. O período Hannes Meyer. 1 de agosto
17. A cozinha: transformações desde o século XIX. As noções ‘científicas’ de organização doméstica. A cozinha de Frankfurt. As máquinas da vida doméstica. 8 de agosto
18. Ford e o fordismo.O surgimento do styling na indústria automobilística norte-americana. A sociedade de consumo. O debate surdo entre o design europeu e norte-americano. 15 de agosto
19. O design no nazismo. A estetização da vida cotidiana. A suástica. Nazismo e sociedade de consumo. 22 de agosto
20. A Bauhaus na América. A fundação da New Bauhaus e do Institute of Design de Chicago. O design europeu absorvido pelas grandes corporações norte-americanas. Walter Paepcke e Herbert Bayer. 29 de agosto.
21. O MoMa. A defesa da ‘estética industrial’. Os concursos Organic furniture e Low-cost furniture. Novos expoentes no design norte-americano: Saarinen, Eames e George Nelson. 5 de setembro
22. A II Guerra Mundial e o design. A tecnologia no centro de decisões governamentais estratégicas. Os móveis do Utility Scheme. Os novos materiais. A militarização da vida civil. A conversão dos materiais e produtos da guerra para a vida quotidiana. Os plásticos na nova era. O caso Tupperware e as questões de gênero. 12 de setembro
23. O Plano Marshall e a Guerra Fria. O design no centro do debate político no mundo bipolar. O American Way of Life e sua exportação. Uma nova rodada de styling. As respostas europeias: o design de móveis na reconstrução na França. 19 de setembro
24. A Hochschule für Gestaltung, escola de Ulm na Alemanha. .26 de setembro
25. O design nórdico. A construção do consumidor consciente. Arne Jacobsen, Finn Juhl, Bruno Matthson. O papel do Estado na definição do consumo. 3 de outubro
26. O design italiano pós-guerra. As relações de práticas artesanais e pequenas indústrias. Mercado de massas e luxo. Bruno Munari, irmãos Castiglioni, V. Magistretti. A Vespa, a Fiat e a Olivetti. 10 de outubro
27. A gráfica suíça. O estúdio Push Pin. 17 de outubro
28. O design moderno e culto norte-americano dos anos de ouro. H. Miller, Knoll e a consolidação empresarial do International Style. A ergonomia e os espaços de trabalho. A Helvetica e gráfica internacional. 24 de outubro
29. A contestação do design moderno. Os grupos radicais italianos e sua crítica ao modernismo internacional. 31 de outubro
30. Victor Papanek e o pensamento ambientalista no design de produtos. A defesa de consumidores. A visão multicategorial do design. 7 de novembro
31. Assimetrias tecnológicas e o debate na periferia: o pensamento de Gui Bonsiepe e o projeto Cybersin no Chile. 14 de novembro
32. Do fordismo para a acumulação flexível. A apropriação dos elementos contraculturais do design pelas empresas. Os casos Alessi e Swatch. O star system. 21 de novembro
33. Algumas questões do design contemporâneo. Desindustrialização de muitos países, a emergência da China. As críticas ambientalistas. A passagem de produtos a serviços. 28 de novembro.

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Como projetar uma cidade integrada para mulheres e homens

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Você já parou para pensar se há diferenças na forma como homens e mulheres se deslocam pela cidade? Uma pesquisa de gênero poderia revelar quem utiliza mais o transporte público, quem faz o deslocamento mais variado no dia-a-dia, e quem passa mais tempo se movimentando pela cidade.

Foi pensando nessas questões que, na década de 90 em Viena, os urbanistas elaboraram um plano para melhorar a mobilidade dos pedestres e o acesso ao transporte público, se baseando em pesquisas e entrevistas com a população. Segundo o site citylab.com,

A decisão de analisar como homens e mulheres usavam o transporte público não era um tiro no escuro. Fazia parte de um projeto destinado a levar em conta o gênero na política pública. Em Viena, isso é chamado de ‘integração de gênero’.

A integração da perspectiva do gênero está em vigor na capital austríaca desde o início dos anos 90. Na prática, isso significa que os administradores municipais criam leis, regras e regulamentos que beneficiam igualmente homens e mulheres. O objetivo é proporcionar igualdade de acesso aos recursos da cidade. E até agora, as autoridades dizem que está funcionando.

Para os austríacos, a integração da perspectiva de gênero tornou-se uma força que literalmente remodela a cidade. Ao todo, foram mais de sessenta projetos-piloto realizados na área de planejamento urbano. Antes de um projeto começar, os dados são coletados para determinar como diferentes grupos de pessoas usam o mesmo espaço público.

Outros projetos que também se destacaram foram as construções de moradias voltadas para facilitar o cotidiano da mulher.

“O que fez o projeto único foi que nós trabalhamos para definir as necessidades das pessoas que usam o espaço primeiro e depois procuramos por soluções técnicas”, diz Kail (especialista em gênero no Grupo de Planejamento Urbano da cidade). “Muitas vezes é o oposto, onde soluções técnicas ou estéticas determinam o resultado final.”

Por outro lado, o termo ‘integração de gênero’ recebeu críticas na medida que poderia representar que os planejadores também correm o risco de reforçar estereótipos na tentativa de caracterizar como homens e mulheres usam o espaço da cidade. Para distanciar-se disso, as autoridades municipais austríacas começaram a esquivar-se do termo, optando por empregar em seu lugar, o rótulo ‘cidade compartilhada’.

Fonte da notícia: http://www.citylab.com/commute/2013/09/how-design-city-women/6739/

Entrevista de 1975 com Simone de Beauvoir (vídeo com legenda).

Contribuição de Ruth Verde Zein.

“Por Que Sou Feminista?” Simone de Beauvoir numa das raras aparições na televisão reflete sobre suas teses de “O segundo sexo”; uma entrevista que a escritora e pensadora concedeu a Jean-Louis Servan-Schreiber, em 1975.

O vídeo abaixo foi compartinhado pela página do facebook Letras in.verso e re.verso. Confira! *Legendas em português.*