A mobilidade das mulheres na zona sul de São Paulo

Contribuição de Rodrigo Mindllin Loeb.

Continuando com as discussões sobre a mobilidade das mulheres na cidade que temos apresentado em algumas das últimas postagens, hoje gostaríamos de indicar a leitura do artigo (em espanhol) publicado pelo portal da ‘Revista de Estudos Urbanos e as Ciências Sociais’, chamado La movilidad de las mujeres en la zona sur de São Paulo (Brasil). Identificación de los problemas y soluciones desde su punto de vista, de Lupicinio Íñiguez-Rueda e José Hercilio Pessoa de Oliveira.

Acesse o artigo aqui.

Resumo: Com frequência, as políticas de mobilidade pública, tanto em ambientes urbanos como rurais, não diferenciam as especificidades entre homens e mulheres. Em particular, os sistemas de transporte público não são projetados para atender as necessidades das mulheres, mas sim as demandas dos homens. O objetivo deste estudo foi determinar a adequação do espaço e do transporte público para a mobilidade das mulheres na Região Sul de São Paulo (Brasil). Como método foram realizados quatro grupos de discussão, com pessoas entre 16 a 80 anos de idade. Os resultados mostram que, realmente, a rede de transportes públicos na região não se encaixa no padrão de mobilidade das mulheres. São apresentados problemas relacionados com a mobilidade e as possíveis soluções a partir do ponto de vista das mulheres que vivem na região.

Imagem: https://blogs.iadb.org/moviliblog/2016/05/10/como-mejorar-la-movilidad-de-las-mujeres/

Conversas de Vila – A Belle Époque Paulistana em dois atos | dias 20 e 21/05 no Museu Lasar Segall

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Em programação alternativa à Virada Cultural – Oficiall, o #6 Conversas de Vila aborda a Belle Époque e o que representou para a cidade do ponto de vista da educação e da cultura. A conversa acontecerá no Museu Lasar Segall, apoiador institucional do evento, em parceria com o 1268 Café.

Compreendida entre as décadas 1900 e 1930, a Belle Époque foi um período central na modernização da cidade de São Paulo. Ainda provinciana, foi só em 1910 que equipamentos culturais da cidade, como o Theatro Municipal e o Viaduto do Chá, passaram a figurar na paisagem como marcos essenciais.

Foi também neste período que um ousado projeto educacional, encabeçado durante o governo Washington Luis, por nomes como Ramos de Azevedo (1851-1928) na arquitetura e José de Freitas Valle (1870-1958) no conteúdo programático, visou modernizar a metrópole seguindo o exemplo do que já ocorria há muito nos grandes centros urbanos da Europa – especialmente na França, referência de civilização e desenvolvimento para a elite brasileira da época.

Confira os temas:

> Arquitetura Escolar – Da Bela Época aos nossos dias

20/05 – 11:30 | Galpão do Educativo

Com Ana Gabriela Godinho Lima, Professora e Pesquisadora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Brasiliana.

A professora Ana Gabriela abordará o tema da Arquitetura Escolar, contextualizando o projeto do arquiteto Ramos de Azevedo com a realidade de uma São Paulo em início de desenvolvimento. É neste período que projetos, como a escola Caetano de Campos, ganham as ruas da capital.

Para entender o processo, a professora nos mostrará outros projetos arquitetônicos voltados à equipamentos educacionais, como os propostos pelo movimento Modernista, até chegar aos nossos dias.

> Villa Kyrial: o salão ‘esquecido’ da Vila Mariana
21/05 – 11:30 | Galpão do Educativo

Com Isadora Calil, jornalista e idealizadora do Conversas de Vila

Situada na Rua Domingos de Morais, a Villa Kyrial foi um importante salão de artistas, personalidades e intelectuais paulistanos centrado na figura do gaúcho Freitas Valle. Por lá circularam nomes como Lasar Segall; Mário de Andrade; Anitta Malfatti, Brecheret e outras figuras de movimentos de vanguarda.

Durante a conversa falaremos mais sobre este polo cultural desaparecido e também sobre a atuação de Freitas Valle na pauta da educação pública como congressista sob a República Velha.

Mais informações aqui.

Toshiko Mori

Contribuição de Laura Paes Barretto Pardo.

O escritório da arquiteta japonesa Toshiko Mori é reconhecido por seus mais de trinta anos de trabalho inovador e influente em um corpo diversificado de projetos que receberam vários prêmios. A abordagem inteligente de Mori para estratégias de localização ecologicamente sensíveis, contexto histórico e uso inovador de materiais reflete uma integração criativa entre projeto e tecnologia.

Seus projetos demonstram sensibilidade aos detalhes e envolvem uma extensa pesquisa sobre as condições do local e o contexto circundante. Seu trabalho combina uma abordagem conceitual e teórica forte com um estudo aprofundado de necessidades programáticas e condições práticas para alcançar um design que seja espacialmente atraente e pragmaticamente responsivo.

Acesse o site da arquiteta aqui e conheça mais sobre seu trabalho.

Imagem: https://mainehomedesign.com/profiles/2468-weaving-past-present/

Roteiro dos museus em Nova Iorque – Viagem Cultural para estudantes de arquitetura

Cartaz Roteiro dos Museus em NY externo

“Roteiro dos Museus em Nova York”: A viagem cultural propõe visitas a museus selecionados da cidade de Nova York incluíndo: MoMA, Guggenheim Museum, The Met Breuer Museum, Noguchi Museum, Dia Foundation, New Museum, 9/11 Memorial & Museum, Galerias Chelsea,  Whitney Museum, CMOM e MAD. Nova York foi escolhida pois concentra um grande número de instituições de referência nessa área, apresentando‐se como um ótimo estudo de caso para alimentar possíveis reflexões e ações sobre os museus brasileiros.

Esta atividade irá abordar tanto os aspectos arquitetônicos como os expográficos nas mostras permanentes e temporárias dos museus.

O INSTITUTO BRASILIANA promove a realização desta atividade, que está integrada ao eixo de Pesquisa “Campo Museal” e ao Projeto de Pesquisa “Museus em Conexão”, liderado pelas Professoras Dra. Patrícia Pereira Martins e Ms. Ana Paula Pontes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie;

O Projeto de Pesquisa “Museus em Conexão” investiga o desenvolvimento da arquitetura de museus até o momento contemporâneo, de maneira a instrumentalizar processos de projeto no contexto brasileiro;

Mais informações pelo grupo no facebook ou pelo email: matinsppatricia@gmail.com

Jane Drew Prize 2017 vai para Denise Scott Brown

Contribuição de Leda Brandão.

Um quarto de século após o prêmio Pritzker não ter reconhecido as contribuições de Denise Scott Brown para a arquitetura ao lado de Robert Venturi, ela é agora agraciada com o prêmio Jane Drew de 2017, que prestigia seu trabalho e compromisso com a excelência em projeto, além de seu papel fundamental em elevar o perfil das mulheres na arquitetura.

Grande parte das pessoas que participaram da pesquisa  ‘Women in Architecture: Working in Architecture‘, votaram em Scott Brown para ser honrada com o prêmio.

Ainda como parte do Women in Architecture Awards 2017, a artista Rachel Whiteread ganhou o Prêmio Ada Louise Huxtable, que reconhece as mulheres que fizeram uma contribuição significativa para a arquitectura e o ambiente construído.

 

Veja a notícia completa aqui.

Fonte: http://www.architectural-review.com/today/denise-scott-brown-wins-the-2017-jane-drew-prize/10017125.article

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Onde estão as Mulheres Arquitetas? Seminário internacional no Centro Cultural São Paulo

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A Associação Amigos do CCSP, o escritório de arquitetura Base Urbana e Centro Cultural São Paulo promovem o Seminário Internacional: Onde estão as mulheres arquitetas?, que acontecerá na Sala Adoniran Barbosa – CCSP, entre os dias 16 e 19 de maio de 2017. O evento conta com a participação de profissionais de destaque para debater e refletir sobre a presença e relevância da mulher como protagonista no campo da Arquitetura e Urbanismo.

Segundo pesquisa recente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, 61% dos registros profissionais no Brasil são de mulheres; paradoxalmente, as mulheres têm ocupado poucos postos de protagonismo na prática, seja em grandes empresas, ganhando concursos, em altos cargos dos órgãos públicos, ou ainda lecionando na área de Projeto de Arquitetura nas universidades, públicas e privadas. Por outro lado há mais de duas décadas, cursos de arquitetura e urbanismo vêm sendo prioritariamente procurados por jovens mulheres, chegando em alguns casos a representar 70% do número de alunos em sala de aula.

Veja a programação completa no site e faça sua inscrição gratuita (somente até o dia 10/05)!

site: http://www.aaccsp.org.br/MULHERES-ARQUITETAS/aaccsp-mulheres-arquitetas.html

evento no facebook: https://www.facebook.com/events/432240683819272/

[Atualizado] Veja algumas fotos do evento:

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Os espaços da cidade para homens e mulheres

Em artigo publicado no site da Revista Trip, é levantada uma reflexão sobre as questões de gênero na área de arquitetura e planejamento urbano, em relação as diferenças no modo como homens e mulheres usufruem do espaço das cidades. Desenhos interessantes ilustram os depoimentos que aparecem ao longo do texto.

Segundo a notícia, especialistas nas áreas acima citadas, indicam que “os problemas envolvendo mobilidade, acessibilidade e segurança pública, embora atinjam a todos, atingem as mulheres de modo mais intenso”.

As discussões sempre esbarram no problema da falta de mulheres atuando nos governos e na gestão do planejamento urbano. Sem elas, as políticas públicas podem continuar sendo pensadas na perspectiva masculina – em geral, por homens brancos, heterossexuais, de classe média ou alta. A esperança é que futuras gestoras possam implementar políticas que lidem com a diversidade de gênero, classe e raça, presente entre os que vivem na grande “paulicéia desvairada”.

Veja a notícia completa aqui.

Fonte da notícia: http://revistatrip.uol.com.br/tpm/arquitetura-e-planejamento-urbano-a-cidade-ideal-das-mulheres

Mobilidade e gênero

Notícia compartilhada por Ana Gabriela Godinho Lima.

A questão da mobilidade urbana também faz parte do debate sobre gênero. Esse é o assunto deste artigo, publicado pelo portal ArchDaily.

Se homens e mulheres desempenham atividades socialmente diferentes (entre elas: a ida ao mercado, levar e buscar os filhos na escola ou ir diretamente para o trabalho), os acessos e deslocamentos das pessoas pela cidade estão diretamente relacionados a essas situações.

Caso você nunca tenha pensado sobre isso, pode parecer que a mobilidade urbana e seus condicionamentos relacionam-se a padrões de deslocamento que variam apenas de acordo com a territorialidade e a oferta de sistemas de transporte. Mas a verdade é que o acesso à cidade – a forma como navegamos no território – não é neutro quanto ao gênero.

Interessante ver no artigo o que dizem algumas pesquisas que apontam dados sobre mobilidade e gênero. Fatores como segurança e iluminação pública parecem ser pontos fundamentais nesta discução, mas não são os únicos. Leia aqui.

Fonte da notícia: http://www.archdaily.com.br/br/868899/porque-e-urgente-falarmos-de-mobilidade-e-genero?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20Brasil

Podcast com Debbie Millman

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Debbie Millman foi considerada pelo portal Graphic Design USA como uma das designers mais influentes da atualidade.

Além de ter sua arte exibida em todo o mundo (ela desenhou de tudo, desde papel de embrulho até toalhas de praia, cartões de parabéns, cadernos  e mercadorias de Star Wars para o Burger King), Debbie é fundadora e anfitriã do Design Matters, o primeiro e mais duradouro podcast sobre design do mundo, que entrevistou mais de 300 designers e críticos culturais.

Ela é também presidente emérita da AIGA (The American Institute of Graphic Arts), diretora editorial e criativa da Printmagazine e autora de seis livros. Em 2009, Debbie co-fundou (com Steven Heller) o primeiro programa de mestrado em branding da Escola de Artes Visuais de Nova York.

Acompanhe no link abaixo um podcast bem legal com a profissional. Ela respondeu a perguntas enviadas pelos ouvintes, entre elas questões sobre:

Como abrir mão de uma situação estável em pró da oportunidade.
Como ela se arrisca e continua a tentar coisas novas.
Como superar a concorrência em qualquer trabalho.
O que reserva o futuro do design gráfico.
O processo criativo de Debbie.
As lições mais valiosas que ela aprendeu sobre como projetar uma vida ideal para si mesma.

Escute aqui o podcast (áudio em inglês): http://hwcdn.libsyn.com/p/4/8/f/48fa22ce21bc0adf/The_Tim_Ferriss_Show_-_The_Secrets_Tactics_and_Creative_Processes_of_High_Performers.mp3?c_id=14654435&expiration=1491946974&hwt=265c0a2fa9b8649d99dd7bcddb9dbbc8

 

Link da notícia: http://tim.blog/2017/03/25/the-secrets-tactics-and-creative-processes-of-high-performers-and-achievers-debbie-millman/

A importância dos debates sobre Raça e Gênero para a arquitetura.

Feminino e Plural

Por mais que as questões de classe venham sendo debatidas e pensadas por um nicho de profissionais, a arquitetura precisa reconhecer também os debates sobre raça e gênero. Esses não podem continuar sendo negligenciados no currículo do curso. Por isso, já no primeiro ano, uma das minhas prioridades era a busca por mulheres e homens como eu: negros arquitetos e urbanistas tão reconhecidos quanto Paulo Mendes da Rocha, Oscar Niemeyer, Artigas e Siza.

O trecho acima foi retirado de um interessante artigo da Stephanie Ribeiro, publicado pelo ArchDaily Brasil. Stephanie aponta que os debates sobre raça e gênero costumam ser negligenciados no currículo do curso de Arquitetura e Urbanismo, mas que a busca por mulheres negras arquitetas e urbanistas, revela a existência de inúmeras personalidades de destaque na profissão, em seus mais diversos campos de atuação. Leia o artigo na íntegra aqui.

Stephanie aponta sobre a importância de se…

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