Universidade de São Paulo na iniciativa HeForShe Impact 10x10x10

Barbara Jatta é a primeira mulher a dirigir os Museus do Vaticano

Contribuição de Anita Di Marco.

f860a8e542ac4582df542d545962c301ff3231c4-768x432

Desde 1º de janeiro, Barbara Jatta dirige os Museus do Vaticano. Nomeada pelo Papa Francisco, ela é a primeira mulher a ocupar o cargo, conforme afirma a notícia divulgada pelo portal eletrônico Istoé em dezembro de 2016.

Italiana de 54 anos, Barbara é licenciada em Letras, arquivista e historiadora da arte especializada em artes gráficas.

Ela ingressou em 1996 na Biblioteca apostólica vaticana, que contêm 1,6 milhão de obras, e foi nomeada em junho vice-diretora dos Museus do Vaticano.

Ela irá suceder o historiador da arte e ex-ministro da Cultura, o italiano Antonio Paolucci, 77 anos, que dirigia os Museus do Vaticano desde 2007.

Os Museus do Vaticano abrigam, principalmente no Palácio do Vaticano, uma das maiores coleções de arte do mundo com sete quilômetros de galerias, além da célebre Capela Sistina. Aproximadamente 4 milhões de visitantes passam pelo local a cada ano.

Fonte: http://istoe.com.br/papa-nomeia-mulher-para-dirigir-museus-do-vaticano/

Curso de história do design com Ethel Leon

15977975_666918580144772_8491738317381521798_n

O curso pretende dar uma visão geral do design europeu e norte-americano a partir do final do século XVIII até o fim do século XX/começo do século XXI, permitindo que se estabeleçam diálogos com a produção brasileira.
Serão selecionados momentos e temas significativos em diferentes módulos.

Duração: 33 aulas. de março a novembro.

Valor da mensalidade R$350,00
Inscrições e informações com Nara Rayssa
Nara Rayssa <nara.rayssa@atec.com.br>
As aulas serão ministradas no showroom da ATEc Original Design.
Av. Brg. Faria Lima, 1800, 10º. andar – Pinheiros, São Paulo – SP, 01451-001
Telefone: (11) 3056-1800

Programa:
1. Os problemas da história do design. As diferentes origens de acordo com diferentes autores. Três proposições na Europa: Wedgwood e Thonet; Henry Cole e Christopher Dresser , os movimentos de reforma do gosto; 7 de março
2. William Morris e Arts and Crafts e a critica à divisão do trabalho. O Crystal Palace. 14 de março
3. O reinado da mercadoria. Transformações urbanas no século XIX: Londres, Paris e Viena. As noções de conforto e domesticidade. 21 de março
4. Novos protagonistas da cena urbana. O novo lugar das mulheres. As grandes exposições internacionais e a construção da noção de efemeridade. 28 de março
5. O Art Nouveau como diluição das especificidades técnico-artísticas. A obra de arte total. Obras públicas. As questões locais/internacionais nas capitais secundárias da Europa. 4 de abril
6. Os cartazes e seu lugar na construção da modernidade. Chéret, Bonnard, Toulouse-Lautrec, os irmãos Beggarstaff, Mucha. As mulheres como mercadoria e como protagonistas do mercado de artes gráficas. 11 de abril
7. O lazer organizado. As novas exposições internacionais. Moda e luxo, o consumo conspícuo. Alta e baixa cultura, novas fronteiras. 18 de abril
8. A exacerbação dos nacionalismos. A Deutscher Werkbund e seus debates. Peter Behrens, a indústria AEG e sua auto-expressão e a noção de ‘design total’. 25 de abril
9. Os avanços técnicos da I Guerra Mundial. A crença na positividade técnica. O design como atividade central dos futuristas. 2 de maio.
10. O construtivismo russo e a Vchutemas. 9 de maio.
11. Le Corbusier. O pensamento anti-artes decorativas. O mobiliário de Charlotte Perriand. Eileen Gray – questões de gênero . 16 de maio
12. O Art Déco. A exposição de 1925. A gráfica de Cassandre. 6 de junho
13. A fundação da Bauhaus. Bauhaus Weimar; a vaga expressionista e a crítica à divisão do trabalho. 13 de junho
14. O pensamento de J. Itten.O pensamento de Kandinsky e de P. Klee. 20 de junho
15. A Bauhaus de Dessau, o mobiliário tubular, relações com o neoplasticismo. Lazlo Moholy-Nagy. O artista como condutor da indústria. 27 de junho
16. O pensamento de Josef Albers sobre as cores. A gráfica de Herbert Bayer. O período Hannes Meyer. 1 de agosto
17. A cozinha: transformações desde o século XIX. As noções ‘científicas’ de organização doméstica. A cozinha de Frankfurt. As máquinas da vida doméstica. 8 de agosto
18. Ford e o fordismo.O surgimento do styling na indústria automobilística norte-americana. A sociedade de consumo. O debate surdo entre o design europeu e norte-americano. 15 de agosto
19. O design no nazismo. A estetização da vida cotidiana. A suástica. Nazismo e sociedade de consumo. 22 de agosto
20. A Bauhaus na América. A fundação da New Bauhaus e do Institute of Design de Chicago. O design europeu absorvido pelas grandes corporações norte-americanas. Walter Paepcke e Herbert Bayer. 29 de agosto.
21. O MoMa. A defesa da ‘estética industrial’. Os concursos Organic furniture e Low-cost furniture. Novos expoentes no design norte-americano: Saarinen, Eames e George Nelson. 5 de setembro
22. A II Guerra Mundial e o design. A tecnologia no centro de decisões governamentais estratégicas. Os móveis do Utility Scheme. Os novos materiais. A militarização da vida civil. A conversão dos materiais e produtos da guerra para a vida quotidiana. Os plásticos na nova era. O caso Tupperware e as questões de gênero. 12 de setembro
23. O Plano Marshall e a Guerra Fria. O design no centro do debate político no mundo bipolar. O American Way of Life e sua exportação. Uma nova rodada de styling. As respostas europeias: o design de móveis na reconstrução na França. 19 de setembro
24. A Hochschule für Gestaltung, escola de Ulm na Alemanha. .26 de setembro
25. O design nórdico. A construção do consumidor consciente. Arne Jacobsen, Finn Juhl, Bruno Matthson. O papel do Estado na definição do consumo. 3 de outubro
26. O design italiano pós-guerra. As relações de práticas artesanais e pequenas indústrias. Mercado de massas e luxo. Bruno Munari, irmãos Castiglioni, V. Magistretti. A Vespa, a Fiat e a Olivetti. 10 de outubro
27. A gráfica suíça. O estúdio Push Pin. 17 de outubro
28. O design moderno e culto norte-americano dos anos de ouro. H. Miller, Knoll e a consolidação empresarial do International Style. A ergonomia e os espaços de trabalho. A Helvetica e gráfica internacional. 24 de outubro
29. A contestação do design moderno. Os grupos radicais italianos e sua crítica ao modernismo internacional. 31 de outubro
30. Victor Papanek e o pensamento ambientalista no design de produtos. A defesa de consumidores. A visão multicategorial do design. 7 de novembro
31. Assimetrias tecnológicas e o debate na periferia: o pensamento de Gui Bonsiepe e o projeto Cybersin no Chile. 14 de novembro
32. Do fordismo para a acumulação flexível. A apropriação dos elementos contraculturais do design pelas empresas. Os casos Alessi e Swatch. O star system. 21 de novembro
33. Algumas questões do design contemporâneo. Desindustrialização de muitos países, a emergência da China. As críticas ambientalistas. A passagem de produtos a serviços. 28 de novembro.

Save

Como projetar uma cidade integrada para mulheres e homens

67fbab9a3

Você já parou para pensar se há diferenças na forma como homens e mulheres se deslocam pela cidade? Uma pesquisa de gênero poderia revelar quem utiliza mais o transporte público, quem faz o deslocamento mais variado no dia-a-dia, e quem passa mais tempo se movimentando pela cidade.

Foi pensando nessas questões que, na década de 90 em Viena, os urbanistas elaboraram um plano para melhorar a mobilidade dos pedestres e o acesso ao transporte público, se baseando em pesquisas e entrevistas com a população. Segundo o site citylab.com,

A decisão de analisar como homens e mulheres usavam o transporte público não era um tiro no escuro. Fazia parte de um projeto destinado a levar em conta o gênero na política pública. Em Viena, isso é chamado de ‘integração de gênero’.

A integração da perspectiva do gênero está em vigor na capital austríaca desde o início dos anos 90. Na prática, isso significa que os administradores municipais criam leis, regras e regulamentos que beneficiam igualmente homens e mulheres. O objetivo é proporcionar igualdade de acesso aos recursos da cidade. E até agora, as autoridades dizem que está funcionando.

Para os austríacos, a integração da perspectiva de gênero tornou-se uma força que literalmente remodela a cidade. Ao todo, foram mais de sessenta projetos-piloto realizados na área de planejamento urbano. Antes de um projeto começar, os dados são coletados para determinar como diferentes grupos de pessoas usam o mesmo espaço público.

Outros projetos que também se destacaram foram as construções de moradias voltadas para facilitar o cotidiano da mulher.

“O que fez o projeto único foi que nós trabalhamos para definir as necessidades das pessoas que usam o espaço primeiro e depois procuramos por soluções técnicas”, diz Kail (especialista em gênero no Grupo de Planejamento Urbano da cidade). “Muitas vezes é o oposto, onde soluções técnicas ou estéticas determinam o resultado final.”

Por outro lado, o termo ‘integração de gênero’ recebeu críticas na medida que poderia representar que os planejadores também correm o risco de reforçar estereótipos na tentativa de caracterizar como homens e mulheres usam o espaço da cidade. Para distanciar-se disso, as autoridades municipais austríacas começaram a esquivar-se do termo, optando por empregar em seu lugar, o rótulo ‘cidade compartilhada’.

Fonte da notícia: http://www.citylab.com/commute/2013/09/how-design-city-women/6739/

Entrevista de 1975 com Simone de Beauvoir (vídeo com legenda).

Contribuição de Ruth Verde Zein.

“Por Que Sou Feminista?” Simone de Beauvoir numa das raras aparições na televisão reflete sobre suas teses de “O segundo sexo”; uma entrevista que a escritora e pensadora concedeu a Jean-Louis Servan-Schreiber, em 1975.

O vídeo abaixo foi compartinhado pela página do facebook Letras in.verso e re.verso. Confira! *Legendas em português.*

Participe da pesquisa: 2017 Women in Architecture Survey

Participe você também da pesquisa WIA Working in Architecture que visa identificar questões para medir a igualdade na profissão, como remuneração e oportunidades.
A pesquisa é anual e faz parte da campanha Women in Architecture para lidar com a igualdade de oportunidades e traçar a evolução do estatuto das mulheres na profissão.
Podem participar homens e mulheres, respondendo perguntas sobre desafios da carreira e experiências de trabalho em arquitetura, abrangendo temas como discriminação sexual, assistência à infância, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e remuneração.
Clique aqui para participar (em inglês).

 

Fonte da notícia: https://www.architectsjournal.co.uk/news/make-a-difference-take-the-2017-women-in-architecture-survey/10001796.article

Women in Architecture Awards 2017

3045299_wiagraphic_crop

Pelo sexto ano, o prêmio Women in Architecture Awards busca celebrar os melhores projetos de arquitetas de todo o mundo.
O mais interessante é que a premiação nos convida também para participar. Quem tiver interesse pode enviar indicações de nomes de arquitetas talentosas, ou pode até mesmo fazer sua própria indicação! As nominações devem ser enviadas para: womeninarchitectureawards@emap.com

Mas atenção, a data limite para isso é até o dia 05/12/16, e a inscrição é gratuíta.

As vencedoras serão convidadas a se apresentar ao juri em Londres, em Janeiro de 2017.

The Women in Architecture Awards are a crucial touchstone, inspiring change in the architectural profession by celebrating great design by women architects from around the world and promoting role models for young women in practice.

No link abaixo você encontra todas as instruções sobre como participar (site em inglês).

Fonte da notícia: https://www.architectsjournal.co.uk/news/the-2017-women-in-architecture-awards-are-open-for-entries/10014488.article

Revista Glamour dá o título de “mulher do ano” para Bono

thumbs-web-sapo-io

No início de novembro, o cantor Bono – lider da banca U2 e ativista pelos direitos humanos – recebeu uma nova distinção em sua carreira. Ele foi eleito pela revista Glamour a “mulher do ano” de 2016, conforme notícia publicada pelo UOL.

Ele é o único homem a figurar na lista de Mulheres do Ano, promovida pela revista “Glamour”.

A notícia tem gerado diversas discussões nos meios de comunicação e, para muitas pessoas, a indicação do cantor para esta premiação não foi bem recebida, uma vez que poderia estar desqualficando, ao invéz de valorizando, as conquistas dos movimentos feministas.

A revista afirmou em seu site que há anos ela evita a inclusão de homens na premiação porque “a tribo que nos interessa celebrar é feminina”. Contudo, “quando uma grande estrela masculina do rock que pode fazer qualquer coisa com a sua vida decide prestar atenção nos direitos das mulheres e meninas em todo mundo – bem, tudo isso vale ser celebrado, disse a revista.

Com o objetivo de ajudar mulheres pobres a ter melhor acesso à educação, serviços de saúde e oportunidades de negócios, o cantor criou em 2015 a campanha “A Pobreza é Sexista”, vinculada com a organização ONE, que combate a pobreza e doenças na África.

Bono recebeu as honrarias juntamente com outras mulheres, como a cantora Gwen Stefani, a ginasta Simone Biles e a ativista iraniana Nadia Murad.

E você, o que acha da notícia?

Fonte da imagem: http://lifestyle.sapo.pt/fama/noticias-fama/artigos/bono-recebe-premio-de-mulher-do-ano-sei-o-quao-ridiculo-e-estar-aqui

Publicação sobre arquitetas latino-americanas divulgada no ArchDaily Brasil!

Vejam que legal! A publicação Arquitetas e Arquiteturas na América Latina do século XX, de Ana Gabriela Godinho Lima, apareceu essa semana na plataforma do ArchDaily Brasil .
Link da notícia: http://www.archdaily.com.br/br/797881/arquitetas-e-arquitetura-na-america-latina-do-seculo-xx-ana-gabriela-godinho-lima

O livro tem por objetivo realizar um levantamento da atuação das arquitetas latino-americanas do século XX, no campo da produção teórica e prática do edifício.

Relembrando que o e-book está disponível gratuitamente para download no blog. É só clicar aqui.

 

Prêmio Berkeley-Rupp 2016 para Carme Pinós

Contribuição de Cecilia Rodrigues dos Santos.

slider-2016-1

A arquiteta espanhola Carme Pinós foi premiada com o Berkeley-Rupp Prize 2016, concedido pelo College of Environmental Design (CED) da UC Berkley e que oferece US$ 100 mil a um designer ou arquiteto que “tenha realizado uma contribuição significativa no avanço pela igualdade de gênero na arquitetura, e cujo trabalho enfatize o compromisso com a sustentabilidade e a comunidade.” Além da quantia em dinheiro, o prêmio inclui também uma cadeira de um semestre, uma conferência pública e uma exposição no CED.

Pinós iniciará sua residência no CED no primeiro semestre de 2018 e seu plano de pesquisa inclui uma nova intervenção arquitetônica em Burkina Faso, que servirá de base para um estúdio de um semestre.

Notícia originalmente publicada no portal Archdaily. Mais informações aqui: http://www.archdaily.com.br/br/796272/carme-pinos-recebe-o-premio-berkeley-rupp-2016-por-sua-contribuicao-a-igualdade-de-genero-na-arquitetura