Manhã de debate sobre o livro “Arquitetas e Arquiteturas”, na federal do Tocantins

Olá pessoal, achamos que seria legal compartilhar com vocês uma iniciativa interessante que aconteceu recentemente, e que nos deixou muito contentes.

A professora Patricia Orfila, responsável pela disciplina Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo IV, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Tocantins, promoveu recentemente um debate com a turma (constituída 100% de mulheres) sobre o livro “Arquitetas e Arquiteturas na América Latina do Século XX”, da Profa. Dra. Ana Gabriela Godinho Lima.

A turma se dividiu em grupos, e cada capítulo do livro ficou a cargo de duas ou três responsáveis e resenhas individuais. Segundo Patrícia, o debate rendeu uma manhã maravilhosa. Abaixo, veja algumas fotos desse dia:

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Foto: Cris Roque.

 

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Denise Scott Brown e a luta pelo reconhecimento

Contribuição de Lêda Brandão.

Um ícone feminista destemido que lutou – e ainda luta – contra uma cultura que insiste em atribuir créditos a Robert Venturi somente, e não com ela. Foi assim que o portal eletrônico Architectural Review definiu a arquiteta americana Denise Scott Brown, em um artigo publicado em março do ano passado.

Sócios da Venturi, Scott Brown and Associates, é inegável a importância do casal para a arquitetura e planejamento urbano do séc. XX, porém toda a controvérsia em torno do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 1991, que nomeou apenas Venturi como vencedor, não reconhecendo o trabalho conjunto dos arquitetos – e que fez com que Denise Scott Brown não comparecesse à cerimónia de premiação como forma de protesto – ainda não pôde ser esquecida.

Até mesmo agora, não é difícil encontrar textos, artigos e reportagens, com a história atribuindo Venturi ao cânone, algo que ela ainda luta para corrigir.

Denise Scott Brown procura esclarecer que, não se trata apenas de uma questão de ‘dar os devidos créditos’, mas sim de que haja o reconhecimento de que a parceria entre os dois se trata de uma complexa dinâmica bidirecional.

Segundo o Architectural Review,

seu surgimento como uma figura singular é particularmente impressionante, dada a complexidade e profundidade da parceria criativa entre os arquitetos, que Scott Brown caracteriza como intercâmbio contínuo de idéias.

Para saber mais, acompanhe o artigo completo pelo link: https://www.architectural-review.com/10017677.article?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=AR_EditorialNewsletters.Reg:%20Send%20-%20The%20Architectural%20Review%20Viewsletter&mkt_tok=eyJpIjoiTXpCbE5EY3lNRFk1TW1FMSIsInQiOiJhU0FLT05pUSt1SEg2ZmlWajRCenN1VFFNdWZNdGRvVFlMaDNseXZNQ2dOTHZSREJlbTI1OUVrQ2NoRzIwK3J4WmVsMk5ZT2V3blZuVXJmV284dVprRlZGREZYOG9mbWdGUDNpNjIxYVhvOEVPaktFTVpsQUNBNDBKdlF1ZVdqZiJ9

16 arquitetas que você deveria conhecer

Contribuição de Rodrigo Mindlin Loeb.

O portal Arcbazar publiou uma lista com 16 nomes de arquitetas que todos deveriam conhecer.

De acordo com o site, o impacto no mundo da arquitetura causado por essas arquitetas é imensurável. São profissionais que abriram o caminho para as próximas gerações de arquitetas e contribuíram amplamente para a arquitetura internacional.

O site destaca que a lista apresenta apenas um vislumbre de uma longa lista de lendas femininas da arquitetura. Nela, aparecem nomes como Zaha Hadid e Lina Bo Bardi, além de outras arquitetas não tão conhecidas no cenário internacional.

Confira aqui todas as personaldiades citadas: https://eskiz.arcbazar.com/16-women-in-architecture-you-should-know-about/

Women Who Draw – Site para mulheres ilustradoras

Contribuição de Lêda Brandão.

Depois de um tempo sem fazer postagens, voltamos hoje com a indicação de um site que pretende reunir e tornar visível o trabalho de mulheres ilustradoras, o Women Who Draw.

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Página inicial do site Women Who Draw.

Sendo um diretório aberto para ilustradoras, artistas e cartunistas mulheres, o Women Who Draw foi criado em 2017 por duas artistas – Julia Rothman e Wendy MacNaughton – em um esforço para aumentar a visibilidade das ilustradoras femininas, sem distinção racial, englobando também a comunidade LBTQ+ e outros grupos minoritários de mulheres.

Com mais de 2700 profissionais cadastradas até o momento, o site se tornou um lugar para descobrir novas e talentosas ilustradoras de todo o mundo, funcionando como uma comunidade de apoio e ação profissional e política. Por meio desta ferramenta, as artistas podem manter uma rede de conecções entre sí e também com o mercado de trabalho (muitas das profissionais cadastradas foram contratadas por publicações como The New York Times, TED, The Globe, Bust Magazine e Bitch Magazine).
Para participar, basta se inscrever pelo link: http://www.womenwhodraw.com/join/

E se você já tem cadastro no site, conte pra gente o que acha da plataforma 😉

Palestra Arquitetas e Arquiteturas do Século XX na América Latina. Hoje, na FAUS


Nesta terça-feira 24/10, acontece a XIX Semana da Arquitetura da FAUS, e Ana Gabriela Godinho Lima irá falar de seu livro Arquitetas e Arquiteturas na América Latina do Século XX, onde identifica, reconhece e valoriza a contribuição fundamental das mulheres perante a evolução da arquitetura na América Latina.

SEMINÁRIO DOMESTICIDADE, GÊNERO E MEMÓRIA – de 23 a 25 de outubro

SEMINÁRIO_DOMESTICIDADE, GÊNERO E MEMÓRIA

Data: 23/10/2017 – 25/10/2017
Local: Centro de Pesquisa e Formação (CPF)-SESC SP – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4o andar Bela Vista São Paulo
Unidades promotoras: FAU-USP, IFCH-UNICAMP
Apoio: PRCEU-USP, CPC-USP, FAPESP, CPF-SESC SP

O seminário “Domesticidade, Gênero e Memória” tem como objetivo aprofundar o diálogo entre a arquitetura, as ciências sociais e a história, de forma a relacionar as permanências e transformações dos espaços construídos com os processos técnicos, estéticos, espaciais, morais, sociais, econômicos e políticos mais amplos. Assim, foram pensadas seis mesas com questões distintas, mas inter-relacionadas, que propõe a discussão em torno dos três temas elencados: domesticidade, gênero e memória.

Debateremos as Memórias Femininas da construção de Brasília no dia 25/10.

Acesse o link a seguir para ver todas as informações em relação ao programa e inscrição: http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/seminario-domesticidade-genero-e-memoria

*As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

‘Por elas’ é o tema da XIV Semana da Arquitetura da UNESP de Bauru

Acontece até sexta-feira a XIV Semana da Arquitetura da UNESP de Bauru. O tema deste ano é ‘Por elas’ e a programação está super recheada, cheia de convidadas e atividades  interessantes. E na quinta-feira as 10h, a Profa. Dra. Ana Gabriela Godinho Lima participa da seção de conversas, com a fala ‘Protagonismo e inserção feminina no meio arquitetônico’.

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Veja mais informações aqui.

Em sua décima quarta edição, a ser realizada entre os dias 2 e 6 de outubro de 2017, adotamos a expressão “Por elas” para ditar o tema geral, pois apesar de ser um assunto que está em evidência, ainda precisa de muita discussão. O objetivo é de abordar a atuação da mulher na arquitetura, mostrando que um evento protagonizado por mulheres tem o mesmo potencial vanguardista e é capaz de apresentar conteúdo de grande relevância e qualidade.

Dentro desse contexto, daremos bastante enfoque na temática de metodologia de projeto, pois consideramos essencial o processo criativo que embasa o pensar arquitetura. Percebemos que os estudantes de arquitetura não são expostos diversas maneiras de externar ideias, e isso muitas vezes limita seu potencial. Dessa forma, acreditamos que para se produzir uma arquitetura humana e inspiradora, os caminhos são infinitos e devem ser explorados ao máximo.

Além disso, por abranger uma extensa gama de conhecimento para a elaboração e produção de projetos, a arquitetura estimula seus agentes a extrapolar a ideia de conceber somente espaços e direciona suas atuações para campos com propósitos diferentes, determinando assim mais uma temática, a da influência da arquitetura em outras áreas.

A última vertente que colocaremos em discussão será a atuação política da mulher principalmente na arquitetura, de maneira que seja colocado em destaque todas as questões que se apresentam de uma maneira na teoria mas divergem drásticamente na prática.

Rede de psicólogas negras se articula para mapear e aproximar essas profissionais da população

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Em artigo no site ‘Nós mulheres da periferia’ (http://nosmulheresdaperiferia.com.br), você poderá conhecer um pouco sobre o trabalho da Rede Dandaras, uma rede de piscicólogas negras criada para mapear e aproximar essas profissionais da população que esteja precisando desse serviço a preços mais acessíveis.

São mais de 500 psicólogas catalogadas, com o interesse de promover a igualdade, com foco na população e na mulher negra.

Acesse o formulário do mapeamento aqui.

Facebook da Rede Dandaras.

Veja a notícia completa aqui: http://nosmulheresdaperiferia.com.br/noticias/por-visibilidade-e-servico-mais-acessivel-rede-cria-mapeamento-de-psicologas-negras/

MASP apresenta a exposição ‘GUERRILLA GIRLS: GRÁFICA, 1985-2017’

Divulgando esta exposição que ocorrerá no MASP a partir do final de setembro.


A partir do dia 29.9, o MASP apresenta Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, primeira individual do coletivo de artistas feministas Guerrila Girls no Brasil. O grupo exibe uma retrospectiva com mais de 100 de seus icônicos cartazes, produzidos em cerca de 30 anos de carreira, além de uma performance, que ocorrerá no mesmo dia, à noite. Além disso, um cartaz será recriado exclusivamente para a exposição, com dados que reflitam a quantidade de obras de artistas mulheres expostas em relação aos nus femininos em exibição no acervo permanente do Museu. Por meio de performances e cartazes bem-humorados, que congregam diferentes vertentes de feminismos, as Guerrilla Girls fazem críticas severas ao patriarcalismo, ao sexismo e à desigualdade de gênero e raça que historicamente permeiam o universo da arte, ressaltando não apenas como artistas mulheres e negras são excluídas do cânone da arte, mas também como o corpo feminino tem sido explorado ao longo da história da arte ocidental. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, e Camila Bechelany, curadora-assistente do MASP, Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017acontece no 1º subsolo e integra a temática de Histórias da sexualidade, proposta para o ano de 2017, no MASP. 

Mais informações aqui: https://www.guerrillagirls.com/datebook-archive/2017/9/28/exhibition-guerrilla-girls-museum-of-art-of-so-paulo-brazil

É hoje! Lançamento da Monolito#36, sobre mulheres arquitetas

Ocorre hoje, dia 15/08, o lançamento da Monolito#36, sobre Mulheres Arquitetas. O evento será na Aesop, na Oscar Freire, 540. Participe!

Esta edição também traz um artigo da Profa. Dra. Ana Gabriela Godinho Lima, chamado “Gênero e Processo de Projeto”.

Veja aqui mais informações sobre esta edição e saiba como adquirir a sua.