Maria Augusta Justi Pisani

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Maria Augusta começou a trabalhar com 14 anos em uma construtora como recepcionista, e ficou encantada com o departamento de arquitetura. Com 16 anos virou projetista antes mesmo de começar a estudar arquitetura. Quando entrou na faculdade, passou a tocar obras de arquitetura e/ou infra-estrutura e ao chegar no terceiro ano, já estava gerenciando um departamento de projeto na construtora. Se graduou pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Farias Brito (1979).
Fez mestrado em Engenharia Civil e Urbana na Escola Politécnica da USP (1991) – cursando várias disciplinas na FAUUSP, sobre sensoriamento remoto aplicado em urbanismo. Isso lhe abriu caminhos, sendo logo convidada para continuar no doutorado, onde optou por focar na questão dos escorregamentos interurbanos e quais as ferramentas existentes para identificá-los (1998).
Começou a lecionar aos 23 anos em escolas técnicas. Foi professora concursada de Projeto Arquitetônico no CEFET SP – Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo a partir da década de 80, professora de projeto de arquitetura e urbanismo da FAU Belas Artes de São Paulo e atualmente é professora de projetos da FAU da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Projeto Piloto para áreas de transição entre a zona urbana e rural (em execução)

Nesta entrevista, a arquiteta fala sobre o Centro de Estudo Ambiental – Um projeto simples, de importância social e ambiental, escolhido para ser apresentado por se tratar de um desafio, um protótipo, onde foram aplicadas teorias de conforto e sustentabilidades. É um projeto piloto para as áreas de transição entre o meio urbano e rural, com o objetivo de criar uma construção modelo para as franjas urbanas das cidades pequenas e medias do Brasil, de forma que 1 família de 4 pessoas possa residir numa chácara de 10.000 m2, plantando para o próprio sustento.
Contando com a colaboração de um grupo hibrido de profissionais envolvidos: arquiteto, secretaria da agricultura, agrônomos, médicos, homeopatas, engenheiros, entre outros, o projeto pretende prever locais para armazenamento e gestão de água, respeitar o manejo do solo, utilizar mão de obra e material local. A estrutura da construção é de madeira reciclada e as paredes de adobe, impactando o menos possível com materiais baratos. A casa é modulada com 2 ou 3 dorm. e com grandes varandas. Possui sistema de aquecimento solar, ventilação cruzada, iluminação natural, células fotovoltaicas, janela venezianas com tela e vidro. Abrigara um centro de cultura ambiental, onde as pessoas poderão fazer cursos e avaliar o seu funcionamento.

Confira abaixo o vídeo da entrevista:

Imagens da obra:

* Imagens fornecidas pela entrevistada (arquivo pessoal)
** Vídeo elaborado pelo Núcleo de Pesquisa Percursos e Projetos: Arquitetura e Design, como atividade para a pesquisa Feminino e Plural
*** Imagens, vídeo e voz utilizados e divulgados mediante autorização prévia.

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