Seminário Internacional Equidade de Gênero no Setor Público

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Em 11 e 12 de Junho, aconteceu em Brasílian (DF), na Escola Nacional de Administração Pública, o Seminário Internacional Equidade de Gênero: Representação Política das Mulheres. Organizado pelo Programa Diálogos Nórdicos, Brasil e América Latina. Apoiado pela ONU Mulheres, Programa Eurosocial + Clacso e Flacso.

De acordo com o site ONU Mulheres, o objetivo do evento foi debater sobre “a equidade de gênero nas políticas públicas, as dificuldades para a implementação de medidas para a sua promoção e desafios para o seu alcance numa perspectiva internacional (…)”

Foi uma programação densa, concentrada neste dia e meio de apresentações e discussões sobre a presença, o papel e as possibilidades de atuação das mulheres em lugares públicos de decisão, ou posições públicas de poder.

Participei como ouvinte, representando o Termo de Cooperação Técnica entre a Universidade Presbiteriana Mackenzie e o Instituto Brasiliana (projetomackenziebrasiliana), interessada principalmente em trazer para nossa equipe abordagens que nos permitam pensar modos de articulação e contribuição dos raciocínios do projeto de arquitetura e urbanismo para as pautas políticas brasileiras, tendo em vista a participação das mulheres.

Um dos aspectos que mais chamam a atenção neste e em outros eventos que discutem a posição e o papel das mulheres nos âmbitos públicos, está a constatação de que…

… as políticas públicas são sempre mais eficientes quando levam em conta as diferenças entre mulheres e homens!

Isso é o que mostram, reiteradamente, números, estatísticas e indicadores de avaliação de impacto de políticas públicas ao redor do mundo.

Neste contexto, dentre os pontos que valem a pena destacar deste interessantíssimo evento, estão (deixo os mais otimistas para o final!):

Três pontos gerais:

1.) Uma representação feminina pequena em cargos políticos em um país é sintoma de uma democracia enfraquecida;

2.) A representação significativa das mulheres em cargos políticos, induz a mudanças efetivas nos caminhos políticos do país;

3.) Quando um grupo ultrapassa o teto de vidro, ajuda outros grupos a ultrapassarem também;

Três alertas:

1.) As mulheres que chegam a ocupar cargos políticos são mais frequente e intensamente vítimas de expressões de crítica desqualificadora (comentar as roupas, o cabelo, etc.. da candidata ou representante política) e violência (física e verbal) provindos da mídia e redes sociais e em locais públicos;

2.) Quando finalmente eleitas, as mulheres são mais direcionadas a pastas e comissões de cultura, família, educação e saúde, e menos a finanças, negócios internacionais…

3.) As mulheres em cargos políticos são frequentemente excluídas dos círculos decisórios nos vários âmbitos de governo;

Três motivos para ser otimista:

De acordo com Jacira Melo, Diretora Executiva do Instituto Patrícia Galvão, a análise de dados fornecidos pelo Ibope permite constatar que:

1.) As mulheres decidem os resultados das eleições – são elas as maiores influenciadoras de seus círculos próximos na decisão sobre em quem votar;

2.) Mulheres votam em mulheres sim – ainda que as candidatas precisem ter candidaturas bem estruturadas, o que é um desafio maior para elas do que pare eles;

3.) As mulheres sabem com precisão identificar os problemas de suas comunidades e são interessadas em engajar-se em processos de solução deles. O problema é identificado na fraca atuação dos representantes políticos, após sua eleição;

Em uma breve síntese, a promoção deste Seminário significou um impulsionar de ânimos às mulheres para que continuem interessando-se, e participando cada vez da vida e da cena política no país. O posicionamento e participação política fortalecem a cidadania.

Ao citar Saskia Sassen, a Vice-Diretora da Flacso Uruguai, Ana Gabriela Fernández, lembra que a realidade da cidadania não é vivida no âmbito do país, mas no âmbito das cidades. “Devemos voltar às cidades como espaços estratégicos aonde entender a a ordem social atual.” E é nas cidades que arquitetas, arquitetos e urbanistas têm seu principal foco de atuação. Ou seja, mãos à obra!

Abraços,

Ana Gabriela

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Fontes das imagens:

Painel:  http://www.onumulheres.org.br/noticias/seminario-internacional-equidade-de-genero-no-setor-publico-comeca-hoje-56-em-brasilia/

Auditório: facebook “Diálgos Nórdicos”

Selfie e apostila: Arquivo próprio

A super-heroína: https://www.facebook.com/dialogosnordicos/photos/rpp.1985495881667351/1987892528094353/?type=3&theater

 

 

 

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