Como projetar uma cidade integrada para mulheres e homens

67fbab9a3

Você já parou para pensar se há diferenças na forma como homens e mulheres se deslocam pela cidade? Uma pesquisa de gênero poderia revelar quem utiliza mais o transporte público, quem faz o deslocamento mais variado no dia-a-dia, e quem passa mais tempo se movimentando pela cidade.

Foi pensando nessas questões que, na década de 90 em Viena, os urbanistas elaboraram um plano para melhorar a mobilidade dos pedestres e o acesso ao transporte público, se baseando em pesquisas e entrevistas com a população. Segundo o site citylab.com,

A decisão de analisar como homens e mulheres usavam o transporte público não era um tiro no escuro. Fazia parte de um projeto destinado a levar em conta o gênero na política pública. Em Viena, isso é chamado de ‘integração de gênero’.

A integração da perspectiva do gênero está em vigor na capital austríaca desde o início dos anos 90. Na prática, isso significa que os administradores municipais criam leis, regras e regulamentos que beneficiam igualmente homens e mulheres. O objetivo é proporcionar igualdade de acesso aos recursos da cidade. E até agora, as autoridades dizem que está funcionando.

Para os austríacos, a integração da perspectiva de gênero tornou-se uma força que literalmente remodela a cidade. Ao todo, foram mais de sessenta projetos-piloto realizados na área de planejamento urbano. Antes de um projeto começar, os dados são coletados para determinar como diferentes grupos de pessoas usam o mesmo espaço público.

Outros projetos que também se destacaram foram as construções de moradias voltadas para facilitar o cotidiano da mulher.

“O que fez o projeto único foi que nós trabalhamos para definir as necessidades das pessoas que usam o espaço primeiro e depois procuramos por soluções técnicas”, diz Kail (especialista em gênero no Grupo de Planejamento Urbano da cidade). “Muitas vezes é o oposto, onde soluções técnicas ou estéticas determinam o resultado final.”

Por outro lado, o termo ‘integração de gênero’ recebeu críticas na medida que poderia representar que os planejadores também correm o risco de reforçar estereótipos na tentativa de caracterizar como homens e mulheres usam o espaço da cidade. Para distanciar-se disso, as autoridades municipais austríacas começaram a esquivar-se do termo, optando por empregar em seu lugar, o rótulo ‘cidade compartilhada’.

Fonte da notícia: http://www.citylab.com/commute/2013/09/how-design-city-women/6739/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s