Espaços masculinos ou femininos?

Contribuição de Cecilia Rodrigues dos Santos.

2_16_Bedroom-thumb

Algo muito comum em nosso dia-a-dia, mas que nem sempre reparamos, é como muitos dos textos de decoração ou interiores se referem aos espaços como sendo ambientes “masculinos” ou “femininos”, por apresentarem certas características.
Acompanhem esse artigo publicado em dezembro de 2014 pelo Curbed, onde é apresentado o argumento de que “as pessoas que escrevem sobre decoração deveriam parar de descrever espaços com terminologias de gênero”.
Ao apresentar os espaços desta forma estamos lidando com uma série de esteriótipos, para uma questão que é muito mais complexa, já que classificações desse tipo podem limitar o que uma pessoa esperaria encontrar em um determinado ambiente, se este não estiver de acordo com o seu gênero. Será que a pintura da parede, o tipo de piso, os acabamentos, os revestimentos e acessórios de decoração, não deveria refletir o gosto do usuário, independente de ele ser um homem ou uma mulher? Seriam esses preceitos culturais tão fortes assim, que não somos capazes de ver o mundo de outra forma?

1432897342873428793242-thumb

Esse tema me lembrou de uma apresentação que a Prof. Ana Gabriela fez no ano passado, onde ela comentou brevemente sobre o livro “As long as it’s Pink: the sexual politics of taste”, da Penny Sparke. A autora defende que boa parte daquilo que afirmamos ser feminino ou masculino, vem das campanhas de marketing que definem esses rótulos de feminilidade ou masculinidade com fins comerciais.

O artigo termina: “Se simplicidade e arquitetura bruta são sinônimos de ‘masculino’, então estamos essencialmente dizendo que a decoração ‘feminina’ é tradicionalmente frívola. De repente, aquilo associado à feminilidade se torna menos profundo e relevante.” (…) “A escrita de projeto baseada em gênero é indolentemente ofensiva”.

Veja a também a notícia publicada pelo ArchDaily: Stott, Rory. “Porque espaços não deveriam ser descritos como “masculinos” ou “femininos”” [Why Spaces Shouldn’t Be Described as “Masculine” or “Feminine”] 13 Jan 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado 19 Jan 2015. <http://www.archdaily.com.br/br/760212/porque-espacos-nao-deveriam-ser-descritos-como-masculinos-ou-femininos&gt;

*Fonte das imagens e artigo: http://curbed.com/archives/2014/12/15/masculine-feminine-design-decor-writing.php

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s